Algumas notas sobre a experiência da pandemia em Montevidéu, Uruguai (I)

Montevidéu, 08 de Março de 2021
Lucía Copelotti

No seu pronunciamento do dia 16 de dezembro de 2020, o atual presidente da República Oriental del Uruguay (III), Luis Lacalle Pou, anunciou que a partir do dia 21 de dezembro entraria em vigor a Lei  n°19.932 (III). Esta lei determinou, entre outras coisas, o fechamento temporário das fronteiras, impedindo o ingresso de qualquer pessoa no país, estrangeira ou nativa, até o dia 10 de janeiro de 2021, quando seria realizado um novo pronunciamento a partir da avaliação das medidas adotadas. Recebi a notícia com grande susto e apreensão, pois meu voo partiria de Guarulhos no dia 21 de dezembro, data na qual entrariam em vigência tais medidas sanitárias. Logo descobri que havia algumas exceções, entre elas aquela que me contemplava: a pessoa que tivesse adquirido a passagem antes da data do pronunciamento poderia ingressar apresentando um teste RT-PCR negativo e uma Declaração Jurada confirmando não estar contaminada.
Como previsto, no dia 10 de janeiro de 2021 foi feito um novo pronunciamento que enrijeceu as normativas exigindo, além dos documentos mencionados anteriormente, um Pasaporte Sanitário que deve ser tramitado antes da viagem junto às autoridades nacionais. Neste pronunciamento, também se estendeu a proibição de ingresso no país – contempladas suas exceções – até o dia 31 de janeiro de 2021. As medidas tomadas pelo governo nacional, sobretudo em relação ao fechamento de fronteiras e à proibição de aglomerações, apontam para as estratégias de controle da disseminação do novo coronavírus no país diante da iminência de uma “segunda onda”, pois os números de casos positivos confirmados e o número de mortes por Covid-19, pelo menos desde a última semana de dezembro de 2020, e mesmo apesar das restrições, estão em aumento (IV). De acordo com os informes diários publicados na página do Sistema Nacional de Emergencias (V), vinculado à presidência, no dia 06 de janeiro de 2021 foi registrada a maior cifra de casos positivos desde 13 de março de 2020, quando foi declarada a emergência sanitária e os primeiros dados sobre a doença foram registrados. No dia 06 registraram-se 946 casos novos, totalizando 6.287 casos ativos, 4 mortes, de um total de 221 até a data, e 72 pessoas internadas em Unidades de Cuidados intensivos (VI).


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Deslocar-se em meio a uma pandemia como a que vivemos e entre duas realidades tão distintas, como são a do Brasil e a do Uruguai, parece impor não só a necessidade de vencer a ansiedade implicada em qualquer viagem internacional, o cumprimento das burocracias, a administração da tensão gerada pela exposição e contato com desconhecidos após meses de isolamento social, como também lidar com a insegurança e o medo em relação à contaminação. A compreensão das diferentes escalas de circulação do vírus e, consequentemente, das medidas e dos hábitos que vão sendo gerados nos contextos locais pelos governantes e pela população como resposta à pandemia é um aspecto fundamental do processo de deslocamento.
Nos meus primeiros dias em Montevidéu fui constantemente tomada por pensamentos de vigilância e julgamento em relação aos comportamentos alheios, principalmente de minha família, onde fiquei hospedada nos 14 dias da quarentena obrigatória exigida ao ingressar no país. Logo, assim que pude andar pelas ruas da cidade, esses pensamentos se estenderam às pessoas com as quais cruzava nos diferentes espaços nos quais transitei e também às amizades. Custei a compreender que os índices de circulação do vírus e de contágio, eram outros. E que aquilo que eu considerava como medidas básicas de cuidado tinham naquele contexto outros significados, sem que essas variações representassem, necessariamente, exposição ao vírus. Parece que somente agora, quando já me encontro no final da viagem, consigo desfrutar das possibilidades nessa realidade outra e internalizar as diferentes modulações e comportamentos que marcam este tempo e espaço pandêmico particular vivenciado na capital uruguaia.
As linhas breves que desenvolvo neste texto estão, desse modo, carregadas de subjetividade e atravessadas pelas experiências contrastivas da pandemia que tenho vivenciado em Campinas, cidade na qual resido atualmente, e nos cerca de 50 dias que passei em Montevidéu, cidade na qual nasci e vivi metade da minha vida. Assim, mesmo que o esforço seja o de retratar as experiências dos montevideanos em relação a este “tempo pandêmico”, numa tentativa de perceber como o cotidiano das pessoas e da cidade foi afetado pelo novo coronavírus, as impressões e sensações que apresento a seguir estão, inevitavelmente, marcadas pela minha rotina, pelo contato com familiares e amigos e circunscritas aos espaços, bairros e lugares que frequentei nos dias em que estive na cidade.
“Cuidarnos para volver”: orientações governamentais e significações sobre o cuidado.

Figura 1 – Fim de tarde na rambla de Montevidéu. Foto realizada no dia 05/01/2021 na Rambla Gran Bretaña. Autoria própria.

05 de Janeiro de 2021
Após cumprir 14 dias de quarentena obrigatória, decidi caminhar pela rambla de Montevidéu, perto da região mais central da cidade – nos entornos dos bairros Parque Rodó e Barrio Sur/Palermo, onde estou me hospedando, para me exercitar e aproveitar o pôr do sol, que nestas latitudes é particularmente bonito. Com meu cérebro modelado pela realidade da pandemia vivida no Brasil, passei a observar o grande fluxo de pessoas que caminhavam, corriam, pedalavam ou pescavam – é possível ver diversos pescadores espalhados ao longo da orla no fim de tarde, com grande aflição. Um sentimento ambíguo tomou então conta de mim: por um lado, a alegria de poder voltar a um lugar que tanto gosto, e que guarda muitas histórias e memórias afetivas. Atrevo-me a dizer que o pôr do sol da rambla de Montevidéu é um dos mais bonitos que conheci. Por outro, uma grande confusão em relação a como me portar neste espaço de grande circulação de pessoas que, para mim, apresentavam comportamentos inaceitáveis nestes tempos de Covid-19. Tentando tomar decisões sobre minha corporalidade no espaço público continuei caminhando ainda um pouco perdida, desviando de pessoas, e hesitante acerca do grau de proximidade aceitável para evitar qualquer possibilidade de contaminação.

Figura 2 – Mapa de Montevidéu com seus 62 bairros. Os bairros no interior do círculo foram aqueles nos quais transitei com maior frequência em minha estadia na cidade e estão citados ao longo do relato. Fonte: https://mapasdeuruguay.com/mapa-de-montevideo-division-en-barrios/

À medida que avançava, fui contando também o número de pessoas com as quais cruzava que faziam o uso de máscara. Em uma contagem aproximada, pareceria que de cada 10 pessoas, apenas 1 anda com nariz e boca devidamente cobertos. Muitas, inclusive, caminham com o tapabocas pendurado no braço, pareceria que por falta de ter lugar melhor onde colocá-lo enquanto se movimentam. Também, surpreendeu-me a quantidade de grupos numerosos de pessoas exercitando-se juntas, orientadas por um personal trainer, que sem usar máscara corriam de um lado para o outro, pulavam obstáculos ou se deitavam no chão para fazer uma série de abdominais. Foi inevitável não ter pensamentos de julgamento em relação ao comportamento das pessoas no que diz respeito ao distanciamento social e às medidas de controle do contágio. Entretanto, parece-me que foi também esse choque que me permitiu, gradativamente, ir relativizando as distintas experiências sociais em relação ao novo coronavírus e à pandemia.

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09 de Janeiro de 2021
Em mais um dia de caminhada pela orla, desta vez no período da manhã, tive minha atenção capturada por uma placa luminosa dependurada sobre a via. A placa, normalmente utilizada para indicar o fluxo de carros e o tempo de trajeto por determinadas ruas do entorno, reproduzia desta vez um conjunto de frases alternadas: “Cuidarnos para volver/ a abrazarnos/ a estar cerca/ a compartir”. Essas frases fazem parte da campanha publicitária desenvolvida pela Intendencia Municipal de Montevideo que busca chamar a atenção da população para a manutenção do distanciamento social e evitar o relaxamento das medidas sanitárias.
Os cartazes informativos acerca das medidas sanitárias para evitar a propagação do novo coronavírus estão por todos os lados. Na porta de entrada dos comércios, no transporte coletivo, em outdoors espalhados pela cidade, até mesmo em cima do balcão onde ficam expostos os queijos dentro do supermercado. Contudo, apesar das orientações sanitárias disponíveis nesses cartazes informativos, a etiqueta do distanciamento social parece não estar introjetada nos corpos e no agir dos uruguaios e uruguaias que não raro se dispõem com grande proximidade corporal uns dos outros em supermercados, praças ou vias da cidade. Também, apesar de ser possível ver nos ônibus de linha da capital os cartazes com a mesma publicidade mostrada na rambla, cartazes que informam que as unidades são diariamente higienizadas e outros que informam sobre os cuidados necessários para evitar o contágio, sobretudo no horário de pico, os coletivos passam lotados. E não parece haver nenhuma regulação ou controle por parte dos órgãos municipais em relação às empresas de transporte para que esse tipo de situação seja evitada.

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16 de Janeiro de 2021
Voltando da casa de uma amiga que mora em Solymar, cidade litorânea vizinha a Montevidéu e localizada no departamento de Canelones, observei duas meninas que subiram no ônibus em que me encontrava. O motorista, que cumpre também a função de cobrador, pediu que elas colocassem a máscara já que, conforme sinalizado por um adesivo colado na porta, “es obligatorio el uso de tapabocas en esta unidad”. Apesar do aviso do motorista, elas só colocaram a máscara após pagarem suas passagens, enquanto se deslocavam pelo corredor em busca de algum assento vazio. Do meio do ônibus, olhei a cena um tanto aflita, menos pela atitude das mulheres que acabavam de subir, pois parece que já me acostumei com os modos de uso locais, mas por perceber que grande parte das janelas se encontravam fechadas. Olhei de forma incessante para os lados, na esperança de que esse ato pudesse lembrar as pessoas da importância de termos ventilação nos espaços de uso compartilhado. Meu gesto tímido não surtiu efeito, e talvez por sentir que de alguma forma os “meus cuidados” parecem exagerados para a realidade local, não tive coragem de falar. Considerei uma sorte o fato do ônibus que peguei em seguida, já que precisei fazer baldeação, estar com todas as janelas escancaradas.


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18 de Janeiro 2021
Com o passar dos dias pude perceber que o uso de máscara no espaço público, embora recomendado, não é um imperativo e nem visto como necessário pela população. Diferente do acesso a supermercados e comércios em geral e aos meios de transporte, onde o uso de tapabocas é exigido para o ingresso e permanência nesses espaços, nas ruas menos movimentadas e em áreas abertas o uso da máscara é a exceção, não a regra. As pessoas parecem não estar habituadas ao seu uso, nem se sentirem ameaçadas pela contaminação para fazê-lo. Não foram raras as vezes em que vi pessoas descendo do ônibus tirando quase que desesperadas a máscara no instante em que pisavam na calçada. Quando perguntei para algumas pessoas próximas sobre o modo de uso da máscara recebi respostas muito similares a que me foi dada pela minha irmã quando a interpelei sobre o modo como usava a máscara: “Uso el tapabocas para ir al supermercado, subir al ómnibus o cuando voy por calles en que hay mucha gente, en otras circunstancias no me parece necesário”.

Impactos da pandemia na paisagem urbana.

Os efeitos socioeconômicos da pandemia na cidade não são difíceis de reconhecer. Os muros alertam para a crise, reclamam direitos sociais, reivindicam o papel do Estado na busca de soluções para enfrentar o desemprego, a fome e a pobreza. Os jornais anunciam corriqueiramente o aumento dos números, seja de contágios, do índice de desemprego, do fechamento de fábricas. Também nas ruas e esquinas da cidade essas marcas se fazem evidentes: caixas de papelão ou barracas que viraram “casas” improvisadas ou apenas corpos que repousam nas calçadas; pessoas que pedem alguma moeda nas praças ou nas saídas dos supermercados; que fazem uso de pasta base – uma variante do crack – a plena luz do dia e por vias transitadas.
Certamente esses relatos não parecem estranhos para quem já circulou pela região central de alguma grande cidade brasileira, como pode ser São Paulo ou, em menor escala, Porto Alegre, cidades onde parece haver certos cenários crônicos de pobreza e miséria. Contudo, o que me chamou a atenção foi ver que nesses quase 11 meses que estive longe de Montevidéu essas cenas, que não eram inexistentes aqui, se multiplicaram. Em um dos dias que me deslocava pela cidade, subindo a rua Eduardo Acevedo e quase chegando na esquina com a 18 de Júlio, uma das principais avenidas do centro da capital, dei de cara com um par de pernas que saíam da pequena gaveta por onde se inserem os resíduos orgânicos que são descartados nas grandes lixeiras metálicas espalhadas pela cidade – espaço no qual até aquele dia jamais pensei que coubesse uma pessoa. Os transeuntes passavam sem voltar o olhar. Um turbilhão de pensamentos me assaltou nesse instante, e quase que por necessidade, perguntei a mim mesma em voz alta enquanto seguia caminhando: “Cuando perdimos nuestra humanidad?”.

Figura 3 – Pichação no bairro Cordón Norte. Foto realizada no dia 10/01/2021 na rua Dr. Ferrer Serra. Autoria própria.

Conversando com uma amiga uruguaia soube da importância que as ollas populares e os merendeiros, iniciativas que se desenvolvem em Montevidéu pelo menos desde a década de 1960, tiveram nestes tempos de crise no que se refere a garantir a alimentação de pessoas carentes, em situação de rua ou que vivem nos bairros mais marginalizados da cidade. Se em suas origens estavam ligadas às forças sindicais, atualmente as ollas populares são impulsionadas por organizações sociais comunitárias e grupos organizados da sociedade civil que atuam localmente oferecendo refeições uma ou mais vezes na semana. A periodicidade e o número de refeições oferecidas dependem da quantidade de mantimentos disponíveis e das doações recebidas. Nos últimos meses de 2020 o desabastecimento foi a realidade da maior parte das ollas populares, o que gerou um plano conjunto entre a Intendencia de Montevideo e a Coordinadora de Ollas Populares, entidade que congrega as diferentes iniciativas comunitárias espalhadas pelos bairros da cidade, que resultou na doação por parte do governo municipal de alimentos e materiais de cozinha e higiene (VII).

Figura 4 – Lambe em alusão à ação das ollas populares. Foto realizada no dia 19/01/2021 na intersecção das ruas Constituyente e Santiago de Chile. Autoria própria.

“Te acordás quando decían que éramos la Suiza de América?”

Figura 5 – Charge do escudo do Uruguai no qual estão representados, em sentido horário, o atual Presidente de férias; as ollas populares; uma taça de vinho e uma seringa quebrada em alusão à demora nas negociações para a compra da vacina contra a Covid-19. Autor desconhecido. Fonte: https://www.facebook.com/photo?fbid=10222963030480650&set=a.1155843692682

Na década de 1950, devido à estabilidade do seu sistema financeiro, estabilidade do sistema político e de sua democracia e uma agenda de direitos progressista, o Uruguai ficou conhecido como a “Suíça Latino-americana”, (VIII) em clara comparação ao país europeu. Parece, entretanto, como sugere a pergunta que dá título a esta seção, proferida em uma conversa entre duas senhoras que estavam sentadas em um banco de uma praça montevideana, que essa definição, mais do que refletir uma realidade atual, faz parte de um passado nostálgico.
Desde que desembarquei no Uruguai, na manhã do dia 21 de dezembro de 2020, os números de casos de pessoas contaminadas pelo novo coronavírus têm aumentado. Os dados oficiais divulgados pelo Ministério de Saúde uruguaio, difundido na página do Sistema Nacional de Emergências e disponível no aplicativo Coronavirus UY – parte do Plano Nacional Coronavirus, de combate à Covid-19 – e das manchetes de jornais vem alertando para o aumento proporcional de casos, de mortes ocasionadas pela doença e para a ameaça de lotação das UTIs.
Hoje pela manhã, dia 19 de janeiro, lia uma notícia sobre a proposta elaborada pelo Sindicato Médico do Uruguay e apresentada à Suprema Corte de Justiça que dispunha sobre a sanção com trabalho comunitário para aquelas pessoas que descumpram as disposições da Lei 19.932, que limita o direito de reunião em até 10 pessoas que tenham vínculos de família. Embora ainda não tenha sido aprovado, tal projeto parece ilustrar algumas das diferentes formas de regulação da vida propostas pelo Estado e pela comunidade para o controle da transmissão do novo coronavírus e questionar seus impactos na subjetividade das pessoas. Essa medida, caso aprovada, exerceria nas pessoas algum tipo de coerção social capaz de modificar os seus hábitos?
Nos círculos de amizades, a vacina é motivo de dúvidas, desconfianças e controvérsias, sendo motivo de posicionamentos divergentes. Não obstante, o movimento antivacina parece não ter grande visibilidade nos debates que se desenrolam na esfera pública. Por aqui passamos a ter alguma notícia concreta sobre as negociações do Estado uruguaio no dia 18 de janeiro de 2021, quando foi finalmente assinado o decreto que autoriza o Estado a efetuar a compra de vacinas. O plano de vacinação, ainda um tanto impreciso, prevê que em março será iniciada a vacinação dos profissionais da saúde e, posteriormente, em diferentes etapas, o resto da população (IX). “Es que en Uruguay el año sólo empieza en marzo”, dizia uma amiga enquanto conversávamos sobre o atraso nas negociações da vacina e ela reclamava, assim como muitos amigos uruguaios que conversei, do presidente estar tirando férias enquanto o país enfrenta não só a crise sanitária, mas também tenta lidar com os efeitos da crise econômica.

(I) Este texto foi escrito a partir das experiências vivenciadas por mim no período de 21 de dezembro de 2020, dia em que cheguei a Montevidéu, a 20 de janeiro de 2021, quando ainda estava no Uruguai.
(II) Ao longo do texto utilizo o itálico para indicar palavras estrangeiras.
(III) Além da proibição de ingresso por qualquer fronteira, de acordo com a Lei, o direito de reunião, previsto no artigo 38 da Constituição uruguaia também foi momentaneamente suspenso. Conforme a promulgação: “Limítase transitoriamente, y por razones de salud pública, el derecho de reunión consagrado por el artículo 38 de la Constitución. Suspéndense las aglomeraciones de personas que generen un notorio riesgo sanitário[…]”. Disponível em: http://impo.com.uy/bases/leyes-originales/19932-2020
(IV) Fonte: https://ladiaria.com.uy/coronavirus/articulo/2021/1/coronavirus-710-casos-nuevos-y-record-de-fallecidos/
(V) Para consultar os dados oficiais sobre o avanço do coronavírus no Uruguai acessar: https://www.gub.uy/sistema-nacional-emergencias/pagina-embebida/visualizador-casos-coronavirus-covid-19-uruguay
(VI) Fonte: https://www.gub.uy/sistema-nacional-emergencias/comunicacion/comunicados/informe-situacion-sobre-coronavirus-covid-19-uruguay-06012021
(VII) Fonte: https://montevideo.gub.uy/noticias/sociedad/intendencia-brinda-apoyo-a-la-coordinadora-de-ollas-populares
(VIII) Fonte:http://portal.amelica.org/ameli/jatsRepo/18/184015/html/index.html
(IX) Fonte: https://ladiaria.com.uy/politica/articulo/2021/1/la-cronologia-de-las-negociaciones-por-la-vacuna-a-la-espera-del-anuncio-del-gobierno/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=6am